domingo, junho 4

Corvo


Eu sou corvo – o mais aveludado dos utopistas
Se a insânia das minhas palavras coincidirem com a ilusão do seu olhar
Eu beberei num trago o sangue da sua fantasia
E se a mágoa trémula dos seus dedos for prodígio do meu desejo
Eu enterrar-me-ei na memória do seu beijo


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