segunda-feira, setembro 8

Não tenho, logo existo

De que me adiantam todos os paralogismos do dia, que são a mesma merda dos da noite e que tudo junto não passa de delírio, quando eu próprio sou tão nulo quanto nula se expõe a sua figura no espaço que lhe resolvo conceder no auspicioso espirito…
Eis a virtude das minhas indubitáveis ideias, principalmente todas aquelas que desde sempre sei serem cinicamente incertas!
De que me adianta por isso meditar – olhar-me através dos olhos de outro quando tudo aquilo que me faz realmente existir é o não ter?


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