quarta-feira, setembro 24

Porquê?


Porque tanto escrevo eu?
Porque estou a ficar velho e não consigo já tatuar na memória a densa fragmentação daquilo que penso, será?
Claro que não. Afinal por quem me tomam!
Só a matéria em mim envelhece, mas então, porque me insisto dactilografar isto e todas as outras coisas?
Hoje apetece-me dizer que escrevo para experimentar a improbabilidade sorrindo, porque hoje entendi que o impossível nem sempre nasce daquilo que não se tem ou do que se pensa que não se pode ter, caso contrário o futuro estaria sentenciado. O que seria do próprio acreditar?
Tu aí, que ainda concedes atenção ao que escrevo, sorri comigo aceitando que o impossível é afinal um promissor embrião no útero do devir, porque se não for, eu não passo de um miserável romântico…

 

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