quarta-feira, outubro 29

Eu sou tudo porém nada


Cativo estou nesta polpa de olhos fixos na metáfora da isenção
Percorro a indolência dos trilhos lamacentos da dissonância
Poderei eu venerar esta anuência cega
…e vacilar na minha própria compreensão
Como se cura um coração que se relegou
Em prol da alma que tanto já o chorou
Como
Eu já não sei o que mais insulta
Se este clamor ou se esta carne podre
Ou ainda
Se a esterilidade dos meus sonhos em antecipação
À vida que murcha
No grande vazio

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