sexta-feira, dezembro 5

A divina integridade de uma vibração essencial



Ai, maldita coerência
Que teima em arder no espaço escuro entre cada puta de palavra que escrevo

 
the inevitable void of emptiness

 
Sorri
Sorri novamente
Mas lembra-te sempre
Que tens de respirar
Respira

Nada mais pode ser escrito
Pelo menos além da justa celebração
Conclusão
Do teu mito

Eu…
Não estou a tentar
Quanto mais não seja, aquilo que devia realmente
Mas foda-se… entende
Que isto não é um poema
Não é de todo, mais uma chávena daquele lirismo fatalista a que te habituei
Não

Em boa verdade
Isto é tão simplesmente
O genuíno compasso
Do quanto eu me insisto pensar
Nessa densa substância
Que por mim é tão diabolicamente cobiçada

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