sexta-feira, dezembro 5

Quero

Quero-te espraiada, oca e pronta
Ver-te submissa
Sentir a pulsação da tua escravidão
Quero olhar-te
Impiedoso
Tão puro quanto insidioso
E tu
Se me queres a boca salgada
Em ondas nos teus pés
Calar o furor que no meu peito germina
Diz-me maldita
Numa única vez

“Eu quero”

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