domingo, março 1

O delírio que te precede


Hoje olho-te e penso-te como o colapso de mim próprio, um delíquio acanhado numa coerência estupida mas tão adorado pela humidade desta febre intrínseca, que me faz acreditar na consistência das almas.
Hoje, digo-te o que penso em palavras duras, deixando para amanhã o que o amanhã quiser pensar de mim.
Hoje apetece-me folhear-te o útero. Fantasiar, ou mais que isso até, a descrição do teu ser. Quiçá, desvendar o mistério do corpo do teu desejar, através de um raciocínio tão desalinhado quanto disforme.


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