sábado, maio 7

O culto do infinito


Assumir-me sonhador é admitir a personificação do meu desvirtuosismo, como se fosse a mais decadente das tragédias ou a mais imunda das penumbras.
O devaneio revela-me imprevisível e salienta o horror frenético de ser tudo e ser nada, eloquente pedra que se cansou de referir-se à calçada.
Oh que desgraça, que tamanho delíquio em caricatura - cogitar o ser em vez de ser!


Sonhar é desassossegar a insinuação do ente, tocar-lhe como uma tangente, é olhar nos olhos vítreos da realidade e perguntar-lhe porque caralho mente.

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