quarta-feira, abril 27

Crematio


Sonho-te
Contemplo-te orquídea fatal, tão melíflua e tão visceral
Inflamas-me
Tenho vontade de te drenar, beber-te as veias abertas até te secar
Mata-me - sem hesitar
Enche-me desse veneno diáfano que brota do teu olhar
Não te contenhas
Faz-me arder no violento inferno que germina nas tuas entranhas
Aproveita… 


porque esta noite quero a carne a crepitar

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