quinta-feira, outubro 27

Um sonho a menos


Foda-se… terei eu sonhado?

Acho que tenho este sonho de sonhar a vida num sopro, de preferência quente e intrépido.
Sou sincero, eu não pretendo dactilografar a essência do momento e muito menos ser seu mero espectador. Garantidamente.
Antes dirigir a insurreição dos orbes, discretamente e com o requinte de um savoir-faire.
Não me convém já acordar. Gosto mesmo desta merda.
Esta generosidade que mantenho para com as minhas mais decadentes crenças, permitindo-lhes carregarem-me a alma em ombros até ao altar de todos os cultos.
Ah belas meretrizes que os olhos me inflamam. Que bem que cantam e dançam.

Mas se o naufrágio da minha carne ambicionam, é bom que se dispam, porque o verbo tem vontade enquanto sonho.

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