quarta-feira, janeiro 18

Olho-te


Hoje olho-te nos olhos, olho-te apenas. Olho-te nos olhos sem sorrir, sem sequer te intuir.
A intenção está do lado de cá, não está naquilo que estou a ver e eu não quero que saibas sobre a renúncia deste lado em exercício, perante aquilo que ora me atrai.
Já se sabe… eu sei, que em tudo prevalece a estoica irracionalidade primordial do ser, a eterna saudade do caos niilista que nos torce no mais cavado dos silêncios.
Hoje olho-te desprovido de intimidade, olho-te sem que saibas sequer que te estou a olhar. A tua vulnerabilidade não me serve, como pouco me interessa essa tão recorrente inibição que mais não faz que te adiar para um tempo que não tens.
Hoje não te olho com opinião. Olho-te com tesão.

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