segunda-feira, janeiro 23

Vulto


Absorto estou, neste momento tão pejado do meu ritmo
Que cadência admirável esta, que me ofusca de tudo – do todo
Uma espécie de utopia congelada no compasso do tempo
Quimera essencial, tão visceral que quase me escrevo
Para quê gritar, quando posso mil vozes entoar
Para quê clamar, se a verdade é o silêncio que não se sabe escutar
Então… que caralho pensas tu que escrevo eu
Que luz vês tu no ocaso do meu verbo

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