quarta-feira, fevereiro 15

ILUSÃO



A realidade é uma ilusão, ainda que muito persistente - Albert Einstein


Se não usamos mais que 10% da capacidade do nosso cérebro, de que forma se manifesta tudo aquilo que vemos e até sentimos - o que é real afinal?
A resposta é: tudo e nada.
E é isto que fode tanta cabecinha pensadora por aí. Na verdade, cada um de nós cria a sua própria realidade. WHAT???
Fodido né!
Respondam a vós próprios na privacidade da vossa mais profunda sinceridade, quantas vezes foram traídos pelos próprios sentidos, julgando estar a ver uma coisa e, instantes depois concluirem que afinal essa coisa é outra coisa. Pois…
Faz confusão, custa a aceitar e, tudo isto acaba muita vez em decepção.

PERCEPÇÃO - DECEPÇÃO

Notem caros amiguinhos, se com apenas 10% do cérebro, achamos que acessamos a realidade, imaginem se atingíssemos os 100% de actividade cerebral. Provavelmente deixaríamos de ver a realidade e passaríamos a ser a realidade, tal como o cinema pretendeu demonstrar através do filme LUCY, de 2014, produzido por Luc Besson e protagonizado pelos talentosos Scarlett Johansson e Morgan Freeman.
Dava-nos jeito mais do que 10%, certo? Pois, é bom que cocem a cabeça e que pelo menos usem realmente esses 10%, em vez de ficarem chocados quando vos digo que tudo é ilusão. E o que me deixa mais fodido é que se chocam porque sou eu a afirmar, porque se for o Einstein, o cenário muda de figura. Vá, voltem ao início.
Um pouquinho depois do início, disse-vos que cada um cria a sua própria realidade, quer isto dizer que cada um vê aquilo que quer ver. WHAT???
Sim… todos nós vemos a Lua, por exemplo, e eis uma coincidência. Quer isto dizer que todos nós queremos ver da mesma forma a Lua? Oh yeah… sem dúvida. Why?
Vá, façam lá uma forcinha mental e tentem responder à vossa própria pergunta.
Eu faço-vos aqui uma pausa.

Então… não conseguem? Hum…
Bom, já sabem que esgalhamos apenas 10% da massa pensadora, aliado a isto, devem ter também em conta que todos passámos pelo mesmo processo de formatação intelectual. Todos somos a mesma coisa (what???) sim… HUMANOS e, todos somos filhos de outros humanos e frequentámos escolas onde outros humanos como nós nos ensinaram as coisas da mesmíssima forma e, ao longo do tempo, fomos convivendo com outros humanos tais como nós, com a mesma formatação que nós e, é precisamente por isto que todos entendemos a lua de uma única forma ou perspectiva, completamente enviesada, diga-se de passagem. Holy shit! E não é que faço sentido!
Ainda assim, alguns de vós podeis dizer-me que se estão a cagar para a minha conversa e, com o dedinho indicador bem esticado, acrescentarem-me que a lua está alí porque a estão a ver, e se a estão a ver ela é real.
Eu respondo-vos, dizendo que um invisual, que nunca viu a puta da lua, se está a cagar para a vossa conversa sobre aquilo que estão a ver, porque para ele, a lua simplesmente não existe.
E é aqui, que todos vós ides exercer essa vossa boa condição humana, descrevendo-lhe da forma que vos é possível a lua.
Ele, o invisual, passa a perceber também da forma que lhe é possível, a existência da lua, segundo os vossos termos, os quais são coincidentes pelo que anteriormente expliquei.
Devo generosamente, neste momento, lembrar-vos que para nós humanos, a Terra já foi plana. (Xina pá, pois foi!)
E por falar nisto, recomendo-vos outro bom filme, intitulado AGORA, de 2009, realizado por Alejandro Amenábar, protagonizado por Rachel Weisz.
Por exemplo, quando eu olho para a lua a olho nu, parece-me apenas uma bola luminosa, adquirindo-lhe ainda a sensação de distância considerável. Porém, quando a fotografo com a minha objectiva de 600mm, com a exposição correcta, passo a percepcioná-la de forma completamente diferente. Portanto, a lua deixa de ser aquilo que eu pensava que era inicialmente.

ILUSÃO

E caso a maioria de vós me confirmeis que se estão a cagar para esta conversa, eu digo-vos que é perfeitamente natural e até justo, tendo em conta que há muito que percebi que muitos, ou alguns de vós se contentam com a ilusão.
Aliás… a verdade fere-vos quase de forma fatal. O que me leva a outra pergunta: será que estão a usar em pleno os tais míseros 10% de actividade cerebral?
Caríssimos, quanto mais vocês se convencerem da vossa individualidade e dizerem a vós mesmos EU SOU EU, mais se estarão a delimitar na infinidade daquilo que realmente podem ser, e assim, cada um de vós se torna apenas numa fracção daquilo que realmente é. Sorry.
Não é por acaso que cada um de vós se rende facilmente a quase tudo. Não é por acaso que cada um de vós se julga impotente.
Babes… nenhum de nós vê o real. Nós apenas vemos o seu holograma.

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