terça-feira, maio 16

Grandíloquo


O poema escreve-se a si mesmo numa língua alienígena.
Mas isto não é um poema.
Neste momento escrevo um enlace, feito de um silêncio erecto e de perspicaz ausência. Esta é uma ocasião sublime.
Um ermo felino que não sei se se trata de um estado meu ou se sou mesmo eu.
Não importa, não procuro um sentido.
Sinto o inebriante odor de uma flama purpúrea - o timbre de um olhar que me invade e me aperta e me torce… como se me espremesse, culminando aceso sobre o veludo poroso da sua percepção.
Ah caralho… como me apetecia agora sucumbir na tangente desta aparição!

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