terça-feira, maio 30

Sabias que…



Às vezes escrevo com a cinza daquilo que de mim já esqueci
Toda a perscrutação que desenvolvo, vai de encontro ao silêncio que me murmura a inabitabilidade
Como o silêncio desta página, outrora em branco
Suspiro indelevelmente
Tal como a atmosfera melodiosa escolhida


Não domino o Italiano mas sinto a entoação
Respiro-lhe a sensação, acho. Pressinto algo sobre o tempo, sabes
Intuo qualquer coisa subtraída à convicção, sabes
Sabes? Afinal… que caralho sabemos nós
Sei que entretanto lembrei Safo. Quem diria
Imagino-a a escrever com o cabelo e, ocorre-me a vontade de acreditar no termo da arte - no enterro dos decanos
E se eu te pedisse para expirares comigo esta noite
Como declama a própria atmosfera: tens o tempo todo a teu favor e quando não tiveres tempo, tens-me a mim


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