segunda-feira, maio 8

Solinari


Se fosses tão ave quanto eu, mergulharias no negro abismo do silêncio e planarias quente através da sua imensidão
Incompreensível – como a vida
Inexplicável – como a sorte
Se fosses tão abstracta quanto eu, inalarias a existência que subsiste do outro lado da realidade… abririas sem esforço as portas para uma outra dimensão
Inconcebível – como a vida
Imensurável – como a morte
Quando te dispersares como eu, nem as douradas espadas do sol te unharão a requintada mescla de azul e prateado
E quando em mim reencarnares, dourado algum te impregnará de nostalgia
Doce – como melancolia

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