sábado, julho 22

Nasce do esquecimento



Se realmente guardo coisa que seja, prendê-la não é opção
Antes oferecê-la na paz de um sonho largo, enquanto não morro
Passei uma vida a desejar essa persistente adolescência em segredo
Tão acesa em tão surpreendente fragilidade emproada
Amo a tua integridade delicada, desde que nasci
Por ti esperou um peito que esperava latejar
Doido por entoar a sua mais imprudente chama
Ansioso por derramar a sua chuva em pétalas de prata
Amo a aparência nua que se ergue no horizonte da minha língua
O cabelo que descai no ouro de ao longe o ver
Amo o sorriso dessa distância, que no umbigo principia
Que na vertigem do meu olhar faz nascer mais um dia

Amo...
 

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