quinta-feira, julho 20

Onde está a minha calma?



Ó foda-se! Mas porque caralho nem o entardecer me acalma, quando sempre fui calmo?
Porque é que sempre fui calmo?
Será que fui porque desde sei lá eu quando, tive olho para a imensidão e multiplicidade de todos os males com vontade funesta de me seduzir, ou, simplesmente porque raramente me quis acompanhado nesta vida das coisas pequenas?
Terei eu sido assim tão descrente ao longo de todo este tempo, usando o pessimismo como motor de arranque para um qualquer ideal?
Por outro lado, ainda me lembro de me ter avisado sobre as expectativas, obrigando-as a falarem sempre baixinho, de modo a não acordarem o bicho-papão.

Eu… que sempre fui calmo, porque é que não me acalmo?

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