domingo, julho 30

Sai uma dose bem aviada de humor... faxavôr



Eu já perdi a conta, obviamente, a todas as vezes que tudo mandei foder e quando digo foder, digo mesmo a bom dizer. Desejei que tudo se fodesse mesmo enquanto se fode. Assim se ambiciona um bocadinho mais além.
Já dizia o grande Camões, apenas com um olho, que obra é fazer alegre um rosto, quando o seu coração está todo fodido.
E eu acho que passei demasiado tempo desta vida com o rosto que sobrava entre as ideias alheias e a minha pequenez, a qual sempre se acostumou a vestir-se não como alguma vez sonhara mas como pôde.
Epá, convenhamos… que puta de roupa poderia ela vestir na intimidade profana da estupidez ou até da ignóbil indiferença?
Parecerei eu, de alguma forma, irritado, mesmo que natural seja alguém dizer-me que adorou ler-me… será isto uma espécie de tragédia prêt-à-porter?

Que se foda o que pareço. Aos olhos que realmente interessam, sentir-me-ei assumidamente ridículo, afinal, o hábito faz o monge. Nada de novo disse ou acrescentei e não fiquei mais do que aquilo que sempre fui.

Foda-se… eu serei tão ridículo enquanto tanto gozo me der, fazer lembrar que mais vale o caralho do instinto a um animal, do que a razão ao homem, mesmo que seja mulher.

Dorme, dorme, meu menino… fecha os olhos ao que não queres ver, que eu não sei se o mar vai estar a pino… mas esta merda vai mesmo doer.

Imagem: autoretrato

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