sexta-feira, agosto 4

Às vezes eu existo



Encontrámo-nos. Continuamo-nos a encontrar, sempre que acordamos
Já não preciso repensar o teu lugar… a divisão que ocupas no universo
Nem tão pouco te preciso nomear para te fazer existir, ou real te tornar
Não sou poeta e nem o que está à flôr da pele é um verso
Eu sou apenas e sempre, mais uma palavra calada
Sou a diegese que o vazio faz de si próprio

Eu escrevo qualquer coisa… porque escrevê-la é alcançá-la

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