Assumir-me
sonhador é admitir a personificação do meu desvirtuosismo, como se fosse a mais
decadente das tragédias ou a mais imunda das penumbras.
O devaneio revela-me imprevisível e salienta o horror frenético de ser tudo e ser nada, eloquente pedra que se cansou de referir-se à calçada.
Oh que desgraça, que tamanho delíquio em caricatura - cogitar o ser em vez de ser!
Sonhar é desassossegar a insinuação do ente, tocar-lhe como uma tangente, é olhar nos olhos vítreos da realidade e perguntar-lhe porque caralho mente.
O devaneio revela-me imprevisível e salienta o horror frenético de ser tudo e ser nada, eloquente pedra que se cansou de referir-se à calçada.
Oh que desgraça, que tamanho delíquio em caricatura - cogitar o ser em vez de ser!
Sonhar é desassossegar a insinuação do ente, tocar-lhe como uma tangente, é olhar nos olhos vítreos da realidade e perguntar-lhe porque caralho mente.
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