domingo, outubro 15

De adeus em adeus



Nem sempre as tuas sombras são frias e nem o teu sangue é quente
Nem sempre o teu verbo diz o que sente
E muito menos queres que te acordem para sempre

Tu serás sempre só nesse corpo só

Tu és um fogo fulgurante de surpresa em surpresa
És carne latejante de espanto em espanto
Umas vezes maravilha viva outras nem tanto

Tu serás sempre só nesse mundo só

Eu vejo-te descalça sobre ti mesma de sílaba em sílaba
Ouço-te ora perto ora distante de espasmo em espasmo
Ah como eu te queria repetente de sonho...

Tu serás sempre só nesse sopro de vida só


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