Prepara-te, porque te vou contar algo sobre… prazer.
Se o quiseres sentir, experimenta simplesmente abrir as tuas mãos e delas deixar escorrer esse vazio pleno, deixares-te assim perder irremediavelmente nessa outra coisa que sou, e na qual te reconheces e te reencontras, afinal!
E então… sabes, sentes, por que razão não existe mais “mas”?
Eu quero, quero mesmo muito… que enquanto hipnotizada e paralisada, consigas voltar a dizer que precisas de mais, que te é essencial ter mais para te sentires cheia.
Quero mostrar-te que a minha estóica convicção consiste em muito mais do que abalar toda e qualquer certeza que tens de ti mesma. Quero provar-te que prazer é dor e que vale tão mais a pena quanto mais doer.
Descartes disse “penso, logo existo”, e eu digo que não chega.
Eu quero que me digas “sinto, só assim existo”.
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