quarta-feira, setembro 13

A poesia da inevitabilidade



Olha, não tenhas medo, a sério.
Nada se estraga, tudo se transforma.

Todos haveremos de optar por falar aquilo que sempre se falou e todos deixamos para trás aquilo que escolhemos não falar, mais ou menos como se fossem folhas de Outono caídas no passeio e que mais tarde ou mais cedo acabam por desaparecer.
Alegria é tristeza – nenhuma folha permanece, mas haverão sempre folhas para cair e isto chega-nos para perdermos a noção de valor – ninguém precisa de se colocar no lugar do outro, como tanto se ouve apregoar por essas calçadas afora.

Como tanto eu próprio gosto de apregoar a mim mesmo, porque é minha a vontade que para mim tenho.

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