terça-feira, setembro 12

O interesse do nada...


Eu prometo que um dia te faço rir.
Sabes o que uma vez ouvi dizer sobre aqueles que prometem? Isso mesmo.

À parte disto, tenho que fazer saber que não temo magoar seja quem for, e não é porque não falo, mas sim, porque verbalizar tudo aquilo que sinto, seria igual àquilo que também todos sentem, mas que não acrescentam ao que falam.

Podias tu perguntar-me, se alguma vez pensei que verbalizar é materializar e que, assim sendo, materializando aquilo que sei, podia inspirá-los, ou até impulsioná-los a mim próprio.
Sim, já o pensei. E digo-te eu que, jamais convivi com a ignorância de admitir que os outros é que estão certos, ou que viro simplesmente as costas, mais ou menos como se me matasse, fazendo o outro acreditar que é dono da razão e que merece muito mais que eu.

Parece que te ouço. Dizendo-me que me foi concedida a oportunidade de viver e inspirar e que de nenhuma das duas devo abdicar. Sorrio-te.
Nunca te disse que não te admirava. Admiro-te sim, por tudo o que me dizes, mas também por tudo aquilo que sei que não dizes. Às vezes parece mesmo que sabes que eu sei, outras vezes imploras em segredo para que saiba.
Eu sei.

Será tudo isto um enorme faz de conta?
Fazemos de conta quando não falamos? Talvez. Oxalá. Lembremo-nos apenas, então, daquilo que falamos.
Eu conheço a força da palavra. Eu celebro-a com devoção. Respeito-a.
Mas também sei sobre os medos que a tornam ausente. Sei quando deseja, mas também quando dispensa.

Não tenhas MEDO. Se reparares… nós tanto receamos o que achamos que é mau como o que achamos que é bom, principalmente porque acreditamos que tudo o que é bom acaba depressa. Então, devíamos apenas recear o que é bom!

Olha bem para isto. Ainda achas que não devia ser calado?

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