Estou ali sentado, ainda, no Mazda preto, embalado pelas melodias atmosféricas do Ali Ferguson. Mas… se ali estou sentado, ocupado, então quem é este que aqui escreve por mim?
Eu, que ali estou, se soubesse realmente o que iria escrever, não seria este que aqui está a fazê-lo.
Convenhamos, muito sinceramente, que escrever seria como saber o que escreveria se o escrevesse. Confuso?
Nem por isso. Na verdade e no que me é possível sentir, eu só posso saber o que escrever depois de o ter escrito. Antes, tudo não passa de interrogação. De mistério e anseio… de ocultação.
Quem é afinal aquele, sentado no negro automóvel e, porque se deixa ele ficar?
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