
Sim, por vezes, muitas vezes, mais do que me é possível supor, também eu respiro demasiado depressa e sabe-se lá porquê.
Como poderei eu pensar isto de forma a ambicionar explicá-lo?
Será que este meu ofegar é aquilo que me permite ser capaz de focar as coisas no seu próprio corpo, possibilitando-me denunciar-lhes a fragilidade pessoal?
Ofegante fico e… sinto-me a postular e a destratar essas coisas tais, anexando-me a elas, desfigurando-as.
E eis que de mim brota um mundo tão suspeito quanto a minha argumentação, agitando-me. Rendo-me ao movimento que me transforma em produtor de ser - uma espécie de artesão de ficções hollywoodescas, enquanto que o sangue quente e apressado nestas minhas veias plenas de cosmogonia, me faz esquecer que, conduzido pelo abismo dos actos, na verdade, mais não sou nem nunca fui que um mero acólito do tempo, ou, um agente incompetente de orbes caducos.
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