quinta-feira, setembro 3

As Texturas do Silêncio


Concedo-te um dos meus silêncios
Tortuoso… como um maxilar que não sabe disfarçar
Perverso… como um violino que se toca efervescente debaixo de uma chuva torrente
Apaixonado… como uma criança que se esconde naquilo que não a alcança
Decadente… como o próprio consciente que ao êxtase mente
Firme… como a morte que em mim flui, entre quem sou e o que nunca fui
Cruel… como o bater surdo do coração… no que sobra da ilusão
Dorido… maldito e…
Sofrido

Eu assisto a oscilação
Neste ritual de fazer lembrar viver

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