segunda-feira, novembro 24

Porque escrevo

Escrevo, porque escrever é desnudar a agonia quente do desejo
Desejo-te naquilo que escrevo como uma vertigem
…como um silêncio cremoso, feito de sal e mel
De seiva e sangue
Porque escrever é erguer o torço deslumbrante do verbo
…e encontrar-te como uma alvorada que se desata
Que grita e se abre
Vasta e imensa
Escrevo-te porque te quero confessar
A loucura bestial
…que é o acto de te amar

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